“Ainda tento entender como alguém que planeja safra três anos à frente — clima, mercado, insumo, câmbio — empurra a conversa de sucessão para depois. O risco climático ele aceita. O risco familiar, ele adia.”
Não é blog.
É caderno.
Coisas que me chamaram atenção e que eu ainda não terminei de entender. Sem título com número, sem promessa de transformação. Se um mês não tiver nada que preste, não tem post.
O que eu tenho notado
“O produtor segura a colheitadeira. Segura o armazém. Tem alguns já até fazendo seguro da lavoura. Mas a pessoa que sem ela nada disso tem importância — essa, muitas vezes, não.”
“Em São Paulo, vocabulário técnico é senha de acesso. No agro, simplicidade é senha de acesso. Aprendi isso tarde demais pra ter sido menos arrogante no começo.”
“Tem algo curioso em explicar holding pra quem nunca ouviu a palavra: a explicação mais simples que eu conheço cabe numa frase. A versão que os meus amigos da San Fran usam precisa de apresentação de quarenta slides.”
“Cheguei aqui querendo ensinar. Descobri que o problema nunca foi falta de solução. Foi excesso de venda e falta de relação.”
“Tem famílias aqui que discutem safra na mesma mesa onde compartilham risadas. Preocupação financeira e afeto convivendo sem precisar de separação. Isso eu nunca vi na Faria Lima.”
“Fiquei anos escrevendo ‘proteção contra obstáculo no solo’ como cobertura de seguro. Nunca tinha visto o que era. Até subir numa colheitadeira.”
“O contador que acompanha uma família há vinte anos sabe coisas que não estão em nenhum documento. Esse tipo de conhecimento não se substitui. Se complementa.”
“Vim para o Mato Grosso como consultor. Trouxe a família. Cheguei e encontrei sobrenomes que poderiam ser da minha. A mesma lógica de trabalho, os mesmos valores. Fui sem saber que estava voltando pra casa.”
Quando a observação cabe em um minuto
Publico dois vídeos por semana no Instagram. Mesma lógica daqui: observação primeiro, explicação por último — e só se ela for necessária.
Espaço reservado para a grade de Reels.
Ativar no lançamento do perfil.
O que eu escrevo quando não cabe num vídeo
Uma carta por mês, no máximo. O algoritmo pode mudar amanhã; a sua caixa de entrada, não. É o único lugar onde eu consigo falar com você sem pedir licença pra ninguém.
Seu e-mail fica comigo. Não passo pra ninguém e você sai quando quiser.